quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Delícias da Alcova da Condessinha...






O amor é livre e não mancha o papel.
Vem fauninho... mete com carinho
Meus olhos fechados sonham com tua pica na minha fenda estreita e
Macia
Te chamei nos sonhos e vieste!
Meu coração é defeituoso por querer a tua liberdade...
Quero que continue a espalhar teu cheiro nesse campo
A grama então me convence a deitar
Tua boca é meu alimento e me fode com vigor no espaço aberto
Meu sátiro... Homem dividido entre o sábio e o precipício
Sou tua condessinha libertina, despudorada e natural
Prova do prazer que tuas mãos descobriram entre minhas pernas
Sou uma pequena flor frágil, transparente e sem voz
Anseio pela música
Que eu sempre escutava como promessa
De contentamento
Sou toda tua
Faceira e nua
E agora, vais beber?
A chuva indecente escorre nas minhas costas um líquido profundo
Feito de insensatez...
Nasci outra vez... Nunca é tarde ou cedo demais
Fauno encantado
Para gozar



Condessinha conheceu um certo fauno...


Ilustração Gerda Wergener

3 comentários:

Gabriel Springer Pitanga disse...

Isso é que é mulher de verdade!...
Sorte a desse fauno, ter para si mulher tão entregue, tão macia, tão madura, tão criança, desesperada de amor, sensata em sua loucura. A Liberdade, a grama, o campo, o fauno e a mulher, condessinha. Natureza fluídica, calma por sua pureza, violenta por sua força irrefreável.

Henrique Crespo disse...

Divirta-se condesinha! E que as condessinhas nunca se furtem ao gozo.

Café no sangue cura. disse...

Divirtam-se condessas despudoradas. Condessas mulheres, sabias e safadas. Condessas de libidos a flor da pele e dos desejos estimados. Sempre sexo e o melhor sexo.

gozo lendo isso.